Arquivo de June 2008

Especialmente para nós mulheres, alguns dias do mês podem ser uma verdadeira tragédia. Quando vai se aproximando o dia de ficar menstruada, a vida de muitas de nós transforma-se num verdadeiro inferno ! Não faltam piadas a respeito, os homens que o digam. O fato é que; para as mulheres que tem problemas com TPM, estes dias não são muito convinientes para tomar a decisão de parar de fumar. Confira na reportagem de Mônica Vitória que saiu na Folha Online no dia 23 de Abril de 2008.

QUANDO PARAR DE FUMAR:

Quer largar o cigarro? Então consulte a tabelinha do seu ciclo menstrual primeiro. Um estudo da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos, indica que as mulheres que tentam parar de fumar nas duas semanas que antecedem a ovulação correm mais riscos de fracassar.

Tabagismo x Mulher x TPM


Os pesquisadores acompanharam mais de 200 mulheres e observaram que 87% daquelas que tentaram abandonar o vício neste período tiveram recaídas e fumaram pelo menos um cigarro. Entre as que tentaram parar de fumar depois da ovulação, só 66% não alcançaram o objetivo.


CICLO MENSTRUAL PODE AFETAR A TENTATIVA DE PARAR DE FUMAR:

Já era conhecida a relação entre as alterações hormonais características das fases do ciclo menstrual e a instabilidade no humor da mulher. No entanto, o motivo pelo qual essas alterações influenciam nas tentativas de largar o tabagismo ainda não foi definido pelos cientistas. Uma hipótese é que a diferença entre os níveis de hormônios femininos pode afetar a gravidade dos sintomas de abstinência de nicotina.

Em outras palavras, não deixe a TPM destruir seus planos antitabagistas, marcando a data para deixar de fumar alguns dias antes de sua menstruação, prefira os dias que a sucederem.

Fonte:

Folha Online: Por Mônica Vitória • 23/04/2008

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Completo hoje 1 mês sem fumar ! Estou muito feliz e orgulhosa com o fato de ter conseguido segurar até agora. É muito bom estar sem fumar, e o que até outro dia parecia impensável; hoje torna-se uma realidade e me deixa radiante.

DIFICULDADES PELO CAMINHO:

Eu pensava que seria bem mais difícil do que está sendo. Os primeiros 7 dias foram os mais caóticos para mim. Passados estes dias, eu me senti um pouco mais dona do jogo. Sentia que estava ficando cada vez mais fácil de segurar a fissura e não fumar. Hoje em dia as fissuras são muito mais escassas e rápidas. Alguns dias quando estou muito ocupada chego a esquecer por longas horas o cigarro e na verdade só me lembro dele quando não tenho muita coisa a fazer. O ócio é o pior inimigo de um tratamento antitabagista. Temos que nos esforçar ao máximo nos primeiros dias, para manter-nos ocupados mental ou fisicamente o maior tempo possível. Quando você não tem nada para fazer, a vontade de fumar vem como uma louca! (Risos)

Tenho procurado relaxar nos momentos de maior fissura, tenho bebido muita água, e abandonei definitivamente os adesivos de nicotina (Niquitin) logo na segunda semana. Acho que sem os adesivos nos primeiros 10 dias eu teria voltado a fumar, mas agora eles já não são necessários. Aliás, isso representa uma boa economia, são R$45,00 a cada 7 dias em adesivos. Continuo portanto somente com o BUP. Uma boa dica é que o Cloridrao de Bupropiona pode ser manipulado em uma farmácia de sua confiança e fica bem mais em conta: - 60 comprimidos por R$39, 00. Bem distante do preço do Zyban por exemplo !

AS COMPENSAÇÕES DE ESTAR SEM FUMAR:

Eu vou parar de fumar

Um mês sem cigarros

Me sinto feliz ! Eu fiz isso ! Um mês sem cigarro, depois de passar por alguns dias caóticos. Muito mais que que sentir fissurada por nicotina eu vejo o sucesso da minha escolha por minha saúde.
Agora estou me adapatando a meu novo estilo “sem cigarro” de viver. Eu realmente já mudei alguns hábitos e minha própria rotina foi mudada.


Encontrei neste período novos amigos aqui mesmo no blog, que estão me dando apoio e sentindo-se apoiados com o blog também. Todos nós agora estamos desfrutando dos benefícios de uma vida sem cigarro e aprendendo a nos ver novamente como não-fumantes. Espero que todos estejam orgulhosos de si mesmos, assim como eu estou orgulhosa por vencer essa batalha até aqui.
Espero que todos os que estão parando de fumar, continuem na jornada sem tabaco rumo a uma vida com mais saúde. A comemoração é merecida e pertence a todos nós. Parabéns a todos!

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Dos milhares de malefícios que o cigarro pode fazer ao seu organismo, citamos alguns aqui, assim como os prováveis benefícios citados na folha de São Paulo em artigo do dia 03 de setembro de 2007. Confira!

Cérebro
A nicotina inalada no cigarro atinge o cérebro em 8 segundos, onde tem um potencial comparável ao da heroína para viciar. De 30% a 50% das pessoas que fumam desenvolvem algum tipo de dependência e 70% a 90% dos fumantes regulares sào viciados. Apenas 6% dos que tentam parar conseguem ficar mais de um mês sem fumar.

Pele
O cigarro diminui o calibre das veias, o que diminui a irrigação sangüínea da pele e diminui a chegada de oxigênio e nutrientes para as células. O resultado é um envelhecimento precoce da pele, com rugas em média 20 anos mais cedo que não fumantes.

Olho
Estudos mostram que fumar aumenta em até 3 vezes o risco de catarata, doença nos olhos que diminui progressivamente a visão e é a principal causa de cegueira no mundo.

Pele
Entre as mulheres, o cigarro aumenta em mais de 3 vezes o risco de desenvolver psoríase, doença sem cura que causa feridas na pele. Entre os homens, ela não chega a causar a doença, mas agrava os sintomas naqueles que já sofrem com ela.

Boca
Além de dar mau hálito e dentes amarelados, fumar aumenta de 4 a 15 vezes a chance de ter câncer de boca, dependendo do quanto se fuma. E mais de 60% das pessoas que diagnosticam esse câncer não tem chance de curá-lo.

Garganta
Pigarro não é a única coisa que o cigarro traz para a garganta. Ele também é o principal fator de risco para o câncer de garganta, que só no Brasil registra 6 600 novos casos e é causa de 3 500 mortes por ano.

Pulmão
Quem fuma muito tem 20 a 30 vezes mais chances de ter câncer de pulmão. Ele é o câncer que mais mata homens no Brasil, e, desde 2002, o segundo que mais mata mulheres. De 80% a 90% dos casos da doença matam em menos de 5 anos. Além disso, o fumante diminui sua capacidade respiratória e tem maiores chances de ter qualquer doença respiratória, como bronquite e enfisema.

Estômago
A nicotina aumenta a acidez do estômago e, conseqüentemente, as chances de gastrite e úlcera. As úlceras demoram mais para cicatrizar e voltam com mais facilidade nos fumantes. Ah, e o tabaco também é fator de risco para o câncer de estômago, que atingiu cerca de 26 mil pessoas no Brasil em 2006.

Coração
O fumo aumenta a pressão arterial, diminui a capacidade respiratória e aumenta a coagulação sanguínea. Resultado: chances 2 a 3 vezes maiores de morrer por doenças cardiovasculares, como derrame e enfarto. Estudos mostram que o risco de enfarto é ainda maior entre mulheres, especialmente para as que usam anticoncepcionais orais.

Ossos
A osteoporose é um processo de perda de minerais e enfraquecimento dos ossos, que os deixa muito mais fáceis de quebrar. O cigarro é um dos fatores que mais acelera esse processo, mais comum entre as mulheres. Estima-se que uma em cada oito fraturas da cintura são causadas pelo fumo.

Sistema reprodutor
O fumo causa problemas vasculares que aumentam a chance de impotência nos homens. Entre as mulheres fumantes, ele aumenta as chances de menopausa precoce, infertilidade e problemas com a menstruação.

Fumo passivo
A fumaça que deixa seu cabelo fedorento na balada é bem mais perigosa do que parece. Ela contém uma concentração maior de substâncias cancerígenas que a inalada pelos fumantes. O risco de câncer de pulmão é 30% maior entre não-fumantes expostos ao cigarro do que entre os que não têm contato com a fumaça.

Tem o lado bom
A nicotina é uma droga estimulante que estimula a produção de substâncias no cérebro ligadas ao prazer. Por isso, ela diminui o estresse e a ansiedade, e, nos dependentes, essa sensação é especialmente maior por causa do desconforto causado pela abstinência.

Várias pesquisas mostram que fumantes têm menos chances de ter Mal de Alzheimer e Mal de Parkinson. Elas tentam entender como esse processo funciona em busca de novas terapias para as doenças.

Também existem estudos mostrando que algumas pessoas têm uma capacidade maior de memória e concentração quando estão sob efeito da droga.

Fonte Folha de São Paulo

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