Arquivo de July 2008

Algumas pessoas tem enviado perguntas aqui para o blog com dúvidas sobre o uso de medicamentos a base de cloridrato de bupropiona , então resolvi falar sobre minha experiência com o BUP que tem este mesmo princípio ativo contido também no Zyban e na Bupropiona.

Os medicamentos para deixar de fumar do tipo BUP, Bupropiona, e Zyban são bastante eficazes e produzem poucos ou quase nenhum efeito colateral, sendo esses remédios um dos maiores aliados para quem realmente quer parar de fumar hoje em dia.

Usei o BUP nos primeiros 15 dias antes de parar de fumar e depois por mais 45 dias que se seguiram a parada. O remédio foi de grande ajuda para meus primeiros dias sem cigarro aliado aos adesivos de nicotina.

Quando eu estava fumando ainda, meu maior medo de parar de fumar era não conseguir vencer as primeiras semanas que são as mais difíceis, e confesso que se eu conhecesse medicamentos como Bupropiona antes, já teria tentado deixar de fumar há muito tempo.

Todo o desconforto que sentimos especialmente na primeira semana sem cigarro fica muito mais tolerável se fizermos uso de algum dos remédios a base de cloridrato de bupropiona (BUP, Zyban, Bupropiona). Mesmo fumantes pesados(mais de 30 cigarros por dia, como eu era) se beneficiam com esse tipo de remédio pois eles tornam muito mais suaves as crises de abstinência.

CRISES DE ABSTINÊNCIA MAIS TOLERÁVEIS

Se você é do tipo estressadinho, que se irrita por qualquer coisa e ainda está deixando de fumar, não pode deixar de assistir esta propaganda do Zyban. É o exemplo perfeito dos que estão tentando parar de fumar sem uso de medicação e estão prá lá de estressados, confira.


Sério! Ninguém tem culpa que você esteja estressado pela falta do cigarro. Muitas pessoas preferem passar o desconforto de estar sem medicamento e amargar com crises de abstinência terríveis. Lembre-se que isso pode propiciar uma recaída! Então; quando você menos espera volta a fumar!

Se você se parece com o sujeito da propaganda quando está tentando parar de fumar, considere seriamente a possibilidade de tomar BUP, Zyban ou Bupropiona e você vai se sentir bem melhor!

Com o uso de BUP aliado aos adesivos de nicotina eu consegui vencer as primeiras semanas sem cigarro com crises de abstinência bem mais brandas que quando tentei parar sem medicação nenhuma. O remédio foi o grande suporte que tive para continuar sem fumar, controlou a ansiedade causada pela abstinência e ajudou a manter-me distante do cigarro o tempo suficiente para eu sentir fortalecida e continuar a caminhada sozinha sem remédios.

Caso você esteja passando por dificuldades em parar de fumar , procure um médico e pergunte a ele se você pode fazer uso desses remédios. Não precisa temer se viciar neles, o prazo para o uso é tão pequeno que não seria possível o organismo viciar em uma substância em tão pouco tempo.

Os resultados são visíveis logo nos primeiros dias. Hoje, ninguém pode dizer que não existe suporte eficaz para deixar de fumar. Procure orientação médica e vá ser feliz bem longe de cigarros ;) Boa sorte!


Veja aqui a bula do BUP, Cloridrato de Bupropiona, Zyban

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Não entendo essa ligação tão profunda que temos com o cigarro, mesmo não apreciando mais o sabor, não suportando o cheiro, sinto vontade de fumar ainda! Lembro de cigarro várias e várias vezes, mesmo tentando manter o pensamento distante da nicotina, quando menos espero… estou com vontade de fumar!

Mas ontem; tive uma singular vontade de fumar. Resisti desviando como pude a atenção e não fumei! No começo da noite estava melhor, mas durante toda a tarde foi terrível. Eu não sentia esse desejo avassalador de fumar há muitos dias. Vi várias pessoas fumando e fiquei com muita vontade. Sentia o cheiro da fumaça e isso me estimulava a querer fumar. Foi muito difícil!

FALSOS PRAZERES

A falsa sensação de prazer do cigarro me rondava. O Ferro do blog CAFÉ SEM FUMAÇA fala em um artigo sobre essa falsa sensação de prazer do cigarro
” - Levei mais 15 anos jogando fumaça dentro do peito diariamente por achar que aquilo me dava prazer. Prazer esse que, transcorridos 150 dias sem fumar, sequer sou capaz de descrever porque ele não é e nunca foi palpável, sendo apenas fruto da minha imaginação controlada pelo vício.”

Fato é que; no meu caso, estando distante há 2 meses do cigarro; algumas vezes não lembro dele, outras vezes tenho uma vontade enorme de fumar! Ontem foi um dia repleto desses momentos. Cheguei a olhar para cigarros com água na boca, como se fosse uma deliciosa sobremesa!

TRAGÉDIAS FAMILIARES

Eu fiquei resistindo, buscando minhas motivações internas para não fumar. Lembrei-me das pessoas queridas que morreram vítimas de cigarro. Pessoas que não conseguiram ou nem tentaram parar de fumar. Lembrei-me de tristes ocasiões como a perda do meu tio e de uma amiga de muitos anos de convivência, que faleceram no ano passado. Essas lembranças ajudaram-me ontem, nos momentos de fissura, a manter distância do cigarro. Lembrei-me deles, queridas pessoas vitimadas pelo cigarro cedo demais! E vejo que várias pessoas que querem e estão parando de fumar tem este mesmo histórico de tragédias familiares. Como neste relato nas palavras do Ferro:


“Pelos depoimentos que andei lendo nesses últimos 150 dias sem cigarro, prestei atenção num detalhe: parece que todos nós temos uma história familiar trágica para contar.
Perdi meu pai há 15 anos atrás vitimado por um carcinoma invasivo de laringe. Câncer este provocado em grande parte pelo tabagismo. Ele faleceu com apenas 57 anos de idade e passou os últimos meses de vida como um verdadeiro vegetal, pois teve uma ruptura de carótida logo depois da 2ª cirurgia no pescoço, realizada no INCA do Rio de Janeiro em outubro de 1992 e só veio a falecer em março de 1993 já em nossa cidade - São Luís - depois de 6 meses de total indiferença ao mundo, aos familiares e aos amigos que o visitavam. Não reconhecia ninguém, não comia, não bebia e foi definhando até morrer em meus braços por falência múltipla dos órgãos no dia 14 de março de 1993. Eu tinha 30 anos e já fumava desde os 15.
No ano seguinte perdi meu tio, irmão do meu pai, vitimado por um enfarto fulminante. Contava com 59 anos e fumante desde os 14 anos.
Depois disso, assim como alguns amigos dos blogs que costumo ler e freqüentar, buscava justificativas para aceitar o que aconteceu com meus queridos parentes e acreditar ser obra do acaso ou uma mera fatalidade familiar. Queria fazer crer que todo mundo tem uma missão na vida e que ela se encerra no momento certo e que nada pode mudar tal destino, seja essa pessoa fumante ou não.
Entretanto, depois de longos 15 anos, cheguei a triste conclusão que eu estava apto e rapidamente me candidatando a engrossar essa lista da “obra do destino”.
Não adianta ser fiel a um Deus (meu pai era e muito!) acreditar que “coisa ruim” só acontece com os “outros” e que estamos imunes as tragédias. Somos todos iguais e estamos fadados às mesmas ameaças se não cuidarmos direitinho de nossa frágil máquina de carne e ossos.
Mesmo depois da morte do meu querido pai, ainda levei 15 anos fumando e tentando me enganar acreditando sempre que apenas a fatalidade o levou.
Levei mais 15 anos jogando fumaça dentro do peito diariamente por achar que aquilo me dava prazer. Prazer esse que, transcorridos 150 dias sem fumar, sequer sou capaz de descrever porque ele não é e nunca foi palpável, sendo apenas fruto da minha imaginação controlada pelo vício.
Hoje eu parei para pensar se o destino realmente tem influência decisiva na nossa vida ou se nós é que o construímos e o moldamos. Pois o meu destino poderia estar bem definido se continuasse consumindo minha dose diária de 25 cigarros e quiçá conseguiria chegar pelo menos aos 57 anos do meu pai. Certamente que não!
Não nos enganemos nunca mais amigos. Fumar mata! E quando não mata cedo, deixa sequelas irreparáveis e irreversíveis pelo resto da vida!”
Continue lendo aqui.



Parei de fumar para viver uma vida mais saudável no presente e no futuro, ao lado de todos que eu tanto amo. Não quero engrossar a lista da “obra do destino” depois de meus 24 anos fumando. Vou resistir e sei que vou parar de fumar. Tem sempre alguém com uma estória triste sobre cigarro para contar, não é mesmo?! Mas estas tristes estórias talvez sirvam para motivar e conscientizar os que não querem tornar-se as próximas vítimas do cigarro.


Comments 6 comentários »

Você acorda bem humorada, nem se lembra de cigarro, afinal; já são mais de 2 meses sem fumar. O dia não poderia estar mais bonito e ensolarado lá fora. Você toma um longo e delicioso banho antes de sair de casa e vai perfumadíssima dar uma volta pela cidade.
Senta-se em algum lugar arejado apreciando a vista e as pessoas ao redor, exercitando seus novos hábitos de ex-fumante. Enquanto está lendo alguma coisa, chega a sua frente um sujeito e você começa a trocar olhares com ele…

Você descobre que ele fuma! Sei de casos que foram por água abaixo por causa de cigarro. Ele fuma, ela não, ou vice-versa…um desastre! Os dois jamais se entendem ou alguém tem que ceder e muito! :roll: Eu mesma já perdi umas “oportunidades” no passado por causa de cigarro.

Outras pessoas não podem ver alguém fumando um cigarro; ficam loucos com o cheiro, com as cinzas, com qualquer coisa relacionada ao cigarro. Fazem verdadeiros escândalos com os fumantes, tentam convencê-los a qualquer custo a deixarem de fumar, chegando até a brigar …

Mas especialmente nós, que estamos parando de fumar, penso que ficamos bastante sensíveis ao cheiro do cigarro. Claro; além de estimular a vontade de fumar, tem realmente um cheiro péssimo. Por essa razão talvez eu tenha me identificado e morrido de rir com esse vídeo. Espero que gostem também ;)


VOCÊ PAROU DE FUMAR E CONTINUA SER FUMANTE PASSIVO?

Vamos ser sinceros, INCOMODA ! Claro que fumaça de cigarro incomoda e prejudica a saúde! Somente quem fuma não se sente incomodado com a fumaça. Eu passei por este problema 24 anos, que foi o tempo que fumei em minha vida…em outras palavras, passei 24 anos poluindo meus pulmões e o meio ambiente também. Muitas pessoas, enquanto eu fumava, já olharam de cara feia para mim como quem dizia: - Hei, sem educação, por que não vai fumar lá na esquina?!?!?! E elas estavam certas! :oops:

Eles não podem fumar, mas podem morrer por isso. Proteja as pessoas e animais domésticos do tabagismo passivo

O que fazer a respeito? Ter calma…em ambos os casos, sendo ou não fumante. Não é possível sair brigando com todo mundo só porque certas pessoas não gostam das mesmas coisas ou não pensam como nós… aos fumantes resta pedir que sejam mais educados e procurem fumar em ambientes abertos onde o cheiro da fumaça do cigarro incomoda menos as pessoas.

Olhando pelo lado cômico da situação como no video fica divertido, mas a triste realidade é que pessoas e animais domésticos desenvolvem câncer e várias outras doenças por serem FUMANTES PASSIVOS.

O problema é sério, se você é viciado respeite quem não fuma!
Não fume em ambientes fechados.
Não fume próximo a crianças. Pense bem no exemplo e no quanto você está prejudicando a saúde delas.
Esteja consciente que fumar prejudica a sua saúde e a de todos os que convivem com você, marido, esposa, filhos, os amigos do trabalho, os outros amigos, os vizinhos, o cachorro, o papagaio, etc…

Fala sério amigo! Incomoda ou não? Sentir aquela fumaça do cigarro não incomoda você ? :-x


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