Hoje nossos leitores serão brindados com mais um post de nossa amiga Solange Simão que sempre contribui com textos especiais aqui no blog além de sua incrível consideração e carinho com todos os membros do “Eu vou parar de fumar”.
A Solange completou no dia 17/01/2010 seu primero ano sem fumar e está nos acompanhando desde o começo de sua batalha. Este é seu quarto post aqui no blog. Vejam a relação dos posts abaixo. Espero que apreciem a leitura!
Durante um bate papo, na semana passada, com um amigo “ex-fumante fracassado” (infelizmente não há outra denominação para qualquer um de nós que para de fumar e recai), fiquei conhecendo alguns aspectos do tabagismo que, apesar dos meus 37 anos de convivência com ele, eu não conhecia.
Meu amigo, a quem vou chamar de “Zany”, fumou por quase 30 anos e ficou longe do cigarro por 3 anos e 2 meses. Mas, por um descuido (na maioria das vezes é um descuido mesmo, uma bobagem, uma ingenuidade momentânea), escorregou de volta para o passado, pelo túnel escuro do infeliz regresso a 1.155 dias atrás. E voltou a ser um aspirante a ex-fumante. Voltou a ser viciado em nicotina e tabaco e, o pior: hoje não é o mesmo que tentou parar de fumar há 3 anos e 2 meses, cheio de esperança, se admirando por sua determinação, sua perseverança, sua capacidade de lutar. Agora está deprimido, revoltado consigo mesmo por não ter se sustentado firme, por não ter resistido e por ter destruído aquele homem convicto de pouco mais de 3 anos atrás.
Conseguiu por um bom período. Mesmo assim, não foi suficiente. Podemos escorregar em 3 dias, 3 meses, 3 anos. Já fomos viciados! Isto basta: estamos sempre propensos a fraquejar. Se não houver vigilia constante, força de vontade diária, estaremos em risco. É preciso sim nos vigiarmos e vencermos um dia todos os dias. Mesmo que estejamos convencidos de que não queremos mais fumar, de que já nos acostumamos sem o cigarro, de que já vencemos as mais duras provas, cada dia tem que ser uma batalha a vencer. No inesperado moram as mais perigosas armadilhas.
Estivemos conversando num bar, uma noite dessas. Zany, nosso amigo Coury, que é médico, e eu. O papo estava ótimo, principalmente porque eu não vía o Coury há algum tempo.
Como não se pode mais fumar em locais públicos em São Paulo, e nós três (ao menos é o que eu pensava) não fumaríamos mesmo que fosse permitido, estranhei quando Zany levantou, colocou a mão no bolso da jaqueta, pegando um objeto que não identifiquei e falou: “Já volto.” Coury brincou: “Vai fumar seu cigarrinho e se sentir sozinho.” Só olhei, pois não quis, naquele momento, despejar minhas perguntas (por que? o que aconteceu? como foi? quando? onde?). Nada disto. Poderia ser eu no lugar dele. E talvez eu nem soubesse responder a qualquer dessas indagações. Quando voltou para a mesa, me olhou com olhos submissos, como que se sentindo inferior, um coitado, um fraco, quase me pedindo desculpas. Logo falei, prá quebrar o clima:
“Pode parar! Não vou falar nada. Não preciso saber “porque” e não tenho o direito de recriminá-lo. Se quiser falar algum dia e se eu puder ajudar, você já sabe. Mas trate de largar isso logo, pois se um dia eu recair e precisar de você, como é que vou fazer se você não tiver moral prá me ajudar?”
Ele riu e eu tentei rir mas a conversa tomou uma conotação séria e os dois desandaram a falar. O Zany relatou tudo o que estava sentindo com a recaída. Em resposta, Coury procurou tornar o papo esclarecedor, embora ficasse sério em alguns momentos, me causando uma certa preocupação.
Zany foi quem deu início:“É estranho demais o que eu sinto hoje. Eu sempre fumei 1 maço, ou 1 maço e meio por dia. Voltei a fumar há 4 meses mas não consigo mais fumar aquela quantidade. Num dia desses, eu estava mais estressado e fumei acho que uns 15 cigarros num único dia. Fiquei mal à noite. Não conseguia respirar direito. Eu puxava o ar e o meu peito ardia, sem contar que o ar parece que parava no meio do caminho; não enchia todo o meu peito, não ía até onde eu queria que fosse. Parece que não cabia mais. Mas eu queria e precisava de mais ar. Me esforçava em vão.
Fiquei confuso e pensei em conversar com um médico. Mas já que estamos aqui, vou abusar do meu amigo e pago a consulta com uma garrafa de vinho (Zany, sempre gozador – uma pessoa adorável). Eu vacilei mesmo. Nas férias de Janeiro viajei com meu filho. Uma noite ele saiu com os amigos, moçada dos 18 aos 20 e houve um problema com eles numa estrada. Nada grave, felizmente, mas só soube que não era grave já na manhã do dia seguinte. Até lá minha adrenalina correu pelas veias feito louca, meu coração disparou várias vezes, minhas pernas fraquejaram como se eu estivesse numa crise de hipoglicemia. Precisei acender um cigarro. Pedi prá um homem que passava pela rua. Mas só ía acender e jogar fora. Quando me dei conta, já havia fumado inteiro. Fumei porque estava nervoso. Depois fumei porque estava mais calmo. E assim foi no dia seguinte, quando resolvi comprar um maço. Que droga! Por que comprei? Se não tivesse cigarro , teria me controlado. Mas pensei que aquele seria o único maço e depois tudo voltaria ao normal, ou seja, sem cigarros. Que ilusão! Estou há 4 meses pensando assim. Cada vez que vou comprar eu penso: “este é o último. quando acabar não compro outro.” Fumo e me culpo a cada cigarro. Estou cheirando cigarro. Embora não fume mais os 20 ou 30 por dia, meu hálito já cheira cigarro novamente. Já não percebo se alguém fumou por perto, pois já estou acostumado com esse cheiro ruim de cinzeiro e de fumaça.
O meu peito arde quando tento respirar fundo. Às vezes, até quando tomo um gole maior de água, ele desce me causando ardor no peito. Sinto falta de ar. E penso: “como é que eu conseguia fumar 20 ou 30? se agora eu fumo 10 e fico acabado desse jeito?” Faço um mínimo esforço e já estou ofegante, parece que corri quilômetros. Por que eu não me sentia assim quando fumava muito mais do que hoje? Você sabe me explicar, Coury?
Coury:“Quando você começou a fumar, ainda adolescente, começou a criar um problema de saúde. É assim com todos os fumantes: a partir do primeiro cigarro o organismo começa a se deteriorar. É um processo longo. Pode levar muitos anos, mas um dia é chegada a hora do corpo reclamar. Você ficou inalando fumaça e levando-a aos pulmões por longos anos. Um dia deciciu que ía cuidar do seu organismo. Isentou os pulmões da fumaça, foi purificando o sangue gradativamente, adquiriu melhores hábitos. O coitado do seu corpo foi se deliciando com a história. Já estava até costumado a respirar ar mais puro. E, de repente, você resolve que vai massacrá-lo de novo. O que você queria que ele te dissesse? Obrigado? Ele só pode reclamar mesmo. Quando você começou a judiar dele, há 30 anos atrás, ele era sadio, perfeito, não tinha nenhum problema. Então foi aguentando um baque todos os dias. Mas agora, Zany, ele já foi judiado demais. Você resolveu tratá-lo melhor e ele se restabeleceu. E então você decide, de novo, que vai entupi-lo com monóxido de carbono, nicotina, alcatrão! Como quer que ele reaja?
Você tinha um carro 0 km. Roda anos com ele, enfrenta quilômetros de estradas ruins. Um dia resolve encostá-lo na oficina prá lhe dar um trato: funilaria, pintura, mecânica, etc. Ele fica “parecendo” zero. Tinindo. Mas não se esqueça: ele tá lindão mas já não é “zero”. Já rodou prá caramba. Ai você resolve botar o coitado naquela estrada esburacada de novo. Ele não vai aguentar o baque como aguentou quando era zero. Se você continuar com o bom trato o seu investimento em funilaria, pintura e mecânica durarão um bom tempo. Mas se decidir judiar de novo, meu amigo, vai ficar sem carro. Ele vai parecer mais estragado do que quando você o encostou na oficina. E mais dia, menos dia, será uma bomba relógio na sua mão. Acabará com você numa estrada, antes que você acabe com ele.
E o cigarro também vai detonar sua bomba relógio, “te transformando em cinzas aos poucos, te cremando lentamente.”
Foi horrível ouvir isto. Depois dessa conversa dos meus dois amigos eu precisei voltar aqui prá dizer a cada um dos meus amigos daqui: “Se você conseguiu ficar um único dia sem fumar, esforce-se e tente o mesmo amanhã; tente novamente depois de amanhã e assim a cada novo dia. Quando acordar, pela manhã, pense: este será mais um dia. Pense apenas no dia de hoje e vença o vício hoje. Amanhã é outro dia; deixe prá pensar nele amanhã.
Desiludir-se consigo mesmo é muito difícil. Pude ver no semblante de meu amigo Zany as marcas da decepção que ele próprio se causou.
Se você está sem fumar, fique assim. Esforce-se ao máximo. Não é fácil, eu bem sei. Mas é possível. Acredite. Você pode e vai conseguir.
Este post foi escrito pela Solange Simão, membro da comunidade do “Eu vou Parar de Fumar”que já escreveu os seguintes posts:
Artigos Relacionados:
- Mudanças no blog
- A próxima vítima do cigarro
- Recomeço
- Parar de Fumar - Consciência ou Empolgação
- O direito de não fumar

9/06/2010 as 6:53 am
” Já não percebo se alguém fumou por perto, pois já estou acostumado com esse cheiro ruim de cinzeiro e de fumaça.” UMA DAS MINHAS MAIORES MOTIVAÇÕES É HJ CONSEGUIR SENTIR O CHEIRO DE CIGARRO NAS PESSOAS E SENTIR COMO É HORRIVEL, PENSO QUE JÁ ESTIVE ASSIM MAS QUE GRAÇAS A DEUS ESTOU LIVRE DESSE MAL CHEIRO. HJ FAÇO QUESTÃO DE ESTAR SEMPRE MUITO CHEIROSA PARA COMPENSAR OS DIAS QUE ESTIVE COM ESSENCIA DE TABACO QUEIMADO.
9/06/2010 as 10:08 am
Realmente, uma das coisas principais é notar o cheiro de tabaco em ambientes quando alguém fuma.
Eu sempre marcava um dia para parar de fumar ou sempre pensava em terminar aquela cartela para iniciar meu abandono ao cigarro.
Mas nunca dava certo, a ultima vez que fumei eu tinha acabado de comprar uma cartela… fumei hum e notei que aquilo já me estava fazendo mal, pois tenho asma.
Parei de fumar, saio com quem fuma, bebo cerveja e não ligo com isto mais.
O PRÓXIMO PASSO SERÁ LARGAR O ÁLCOOL, BEBO MTO TAMBÉM.
9/06/2010 as 10:20 am
Ola Solange Parabens por esta vitoria, realmente penso como voce. É um dia após o outro, não podemos esquecer disso jamais. Temos que ter segurança, ter auto controle sempre, cada dia á uma vitoria. Eu já não me lembro mais quanto tempo parei de fumar, acho que já faz um ano e meio, mas não estou mais preocupada com isso, ou seja, com o tempo e sim de não deixar que eu recaia novamente, pois afinal que não tem problemas. Mas comemore muito este um ano, eu também quando completei fiquei muito feliz e estou muito orgulhosa de mim, claro que sempre com cautela. A todos que estão neste processo de parar, acreditem é possivel sim e eu sempre digo : Eu tudo posso naquele que me fortalece. Um abraço a todos.
10/06/2010 as 5:03 am
Muito duro ler isso: E o cigarro também vai detonar sua bomba relógio, “te transformando em cinzas aos poucos, te cremando lentamente.”. Graças a Deus estou livre de cigarro e alcool há 10 dias, é difícil, mas não é impossivel. Toda vez que quero dar um trago, penso nos dias ruins que já consegui superar e no orgulho que sinto ao perceber minhas conquistas. POR CRISTO, COM CRISTO E EM CRISTO, À VÓS DEUS PAI TODO-PODEROSO, TODA HONRA E TODA GLÓRIA, AGORA E PARA SEMPRE; AMÉM!
10/06/2010 as 1:51 pm
Que bom que visitei o blog hoje. Precisava ouvir algo que me fortalecesse um pouco. Desde ontem estou bastante ansiosa, e hoje o desejo foi intenso, mas vou ser forte, pois estou a 23 dias sem fumar e não quero recair.
10/06/2010 as 5:17 pm
Roberta, Uops, Champix, Ana Paula, Katia e a todos os membros e visitantes do blog. Obrigada pelos comentários ao artigo que escrevi. Espero que todos continuem tendo força e se considerem vitoriosos todos os dias. Não desistam nunca. Katia, coragem, minha amiga. Às vezes estamos mais ansiosos mesmo. É normal. Mas se fumarmos por causa da ansiedade teremos mais um problema: a decepção conosco. E decepcionar-se consigo mesmo é terrível. Falo isto porque recaí em tentativas anteriores.
Gláucia, minha querida, obrigada por publicar o artigo. Este blog é um coração acolhedor, sempre de portas abertas.
Um beijo prá todos vocês e força, perseverança e coragem.
10/06/2010 as 5:25 pm
Gil e Raphael, me referi a vocês no comentário acima como “Uops” e “Champix”, pois é assim que está o nickname de vocês nos comentários que fizeram ao artigo. Desculpem se fiz bobagem. Agora sei que são, respectivamente, Gil e Raphael. Beijos
11/06/2010 as 7:51 am
Obrigada Solange pelas suas palavras sempre motivadoras. Sei que vou ter que enfrentar momentos difíceis.Ontem chorei muito, me deu uma tristeza…porque fui tão tola em ter me viciado, e agora ter que passar por todo este sofrimento. Mas bola p/ frente, acho que tenho que desviar meu pensamento procurando não sofrer tanto. Boa sorte a todos!!
12/06/2010 as 2:03 am
Obrigado, Solange. Pela atenção dispensada, dedicação e apoio aos “mais necessitados”. É de pessoas como você, e outras por aqui, que precisamos nessas horastão difíceis. Que sejas abençõada grandiosamente, e nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.
14/06/2010 as 9:33 pm
Caramba, excelente post, tô me sentindo como o amigo fracassado…mas, vou retomar pq a Solange finalizou sabiamente o post, dando força, energia boa, acreditando que todos podemos! Obrigada Solange!!!
20/06/2010 as 8:10 pm
Oi Solange,
Gostaria que soubesse que vc. que sua experiencia serviram como referencia, para eu me conscientizar que seria possível parar de fumar. Com muita alegria no coração, comemoro 1 ano sem fumar no próximo dia 22/06. Realmente, era tudo que queria para mim… conseguir ser mais forte que o vício… posso assegurar-lhe que não estive perto de ter recaídas até agora… e peço a Deus que nunca permita que cometa esta besteira de novo. Retornei de viagem do Canadá e mesmo em outra cultura, outros costumes… percebi que a expressão de constrangimento e vergonha dos fumantes… nas calçadas, bem longe da porta… são iguais.. como aqui… como me sentia. Obrigada, Solange, Glaucia, Ana Paula… e tantas pessoas, pelo estímulo, suporte, carinho que recebi nos primeiros dias, tão dificeis.
Bjs,
21/06/2010 as 3:31 pm
Olá, sei que aqui não é o tópico pra isso.. mas queria saber a quanto tempo estou cadastrado aqui, pois foi no dia que cadastrei que parei de fumar, realmente não lembro o dia hehehe,mas mantenho firme e forte em relação ao cigarro, voltar a fumar? nãoo, nem tenho vontade , só de sentir o cheiro me da falta de ar,sem contar que fede muito.. to feliz e me sinto BEM melhor sem o cigarro.
22/06/2010 as 10:49 am
Realmente este blog recarrega as baterias… da força para continuar a nossa luta de cada dia. Estou sem fumar a 4 meses e meio e parei só na força de vontade a na GRAÇA DE DEUS, não tomei ou tomo nenhum remedio… mas ainda sinto falta, mas aprendi que crise de falta de cigarro dura 5 minutos (mas pelo lado con grario o cheiro duraria muito mais) temos que comerar as pequenas vitórias. Força a todos. Forte abraço. Renato.
23/06/2010 as 7:36 pm
De vez em quando tenho que voltar aqui e ler um artigo como este! Noutro dia quase recaí.. agora acho que aguento mais 9 meses!!
24/06/2010 as 12:41 pm
Olá Anaju Parabens por esta conquista. O pior já passou, acredite, voce já venceu uma batalha muito grande. Estou feliz por voce. Eu estou indo para 02 anos sem o cigarro, na luta dia após dia. Mande noticias. Um beijo
3/07/2010 as 6:36 pm
Amanhã irei completar 40 dias sem fumar , nestes dias poucas vezes senti vontade de fumar, afinal minha saúde vale mais que uma simples vontade.
Como já disse, não uso remédios, pois sei que toda esta vontade é psicológica.
O próximo desafio é largar o álcool.
Sorte a Todos, lembre-se: Tudo que queremos é possível. Seja na parte financeira e psicológica, basta você querer que no final vai vencer!
12/07/2010 as 8:48 am
Faço minhas as palavras da Roberta aqui no topo dos comentários. Sou novato nisto tudo, estou só com 4 dias de batalha diária na luta contra o cigarro. Mas já consigo sentir isso, sentir o cheiro de cigarro em outra pessoa, me sentir limpo.
Só que para mim está sendo bem complicado aguentar também. Não sei de onde estou tirando forças, pois estou passando por uma sepação [casamento mesmo] e o cigarro nesta hora seria meu melhor “amigo”. Mas sempre que der estarei aqui no site conferindo esses depoimentos e histórias de todos pra tentar ter mais forças pra encarar essa guerra.
28/07/2010 as 4:06 pm
é a primeira vez q entro nesse pagina e acabei de jogar meu cigarro pela janela,pois ja nao aguento mais,tenho 35 anos e ja fumo a vinte anos,tenho dois filhos e juro q tenho muito medo de ja esta doente,ja parei tres vezes e voltei,sem contar q me sinto muito mal,meus dentes e minha péle esta horrivel,a dois dias estou usando adesivos e mesmo assim continuo fumando,sinceramente ja nao sei mais oque fazer,mas sei q dessa vez vou tenta de td,me arrependo muito de nao ter ouvido os conselhos doas mais velhos quando eu era adolescente e comecei a fumar,mas nesse exato momento estou me sentindo bem melhor e mais confiante depois de ler tudo q li aqui,espero q amanha eu esteje ainda mais forte…é muito triste esse vicio…preciso de ajuda,me ajudem gente…
12/08/2010 as 4:41 pm
Puxa, já me senti exatamente como o rapaz do artigo, é simplesmente horrível… Desta vez estou há apenas dois dias sem cigarro, e ler o artigo fez muito bem, relembrei o sentimento todo. Nunca mais quero me sentir fracassada assim de novo.
Obrigada, Solange, me fez muito bem o post, relembrar a deprê que dá a recaída me deu o maior incentivo!
20/08/2010 as 7:08 am
Fiquei emocionado com o pedido de ajuda da Daniele Sobreira (post de 28/07/10). Não sei o que dizer, mas acho que compartilhar a dor já é um modo de ajudar. Fumei por 37 anos e hoje tem 3 dias que não fumo.O incrível é que havia parado de fumar em abril/2010. Estava quase completando 4 meses sem o vício e tive uma recaída. Estava chovendo num domingo (começo de Agosto) e não podia jogar meu esporte preferido. Deprimido e sob os efeitos da abstinência, ví um maço de Marlboro no carro de meu filho e acendi um. Passei 2 semanas fumando. Parei novamente na ultima quarta-feira. Estou tomando 2 BUP por dia. Incrivelmente, esta segunda “parada” está sendo mais fácil que a primeira. Aconteceu comigo o que a Solange falou, comparando o corpo humano a um carro. Eu levei meu “carro” para um “mecânico”, dei uma repaginada nele e ele estava feliz até o dia da recaída. Ao recomeçar o vício, o “carro”, após 10 dias fumando, reclamou com veemência. Esta semana, numa noite onde fumei 6 cigarros em +/- 5 horas, fui para a cama e fiquei tossindo por mais de 2 horas, sem conseguir dormir. No dia seguinte parei de fumar de novo. Hoje estou comemorando 3 dias sem fumar. Sei que tenho dias difíceis a minha frente, mas estou disposto a seguir porque sei, mais claramente agora, o que meu corpo irá sentir e como irá reagir se não me livrar do cigarro. Ler artigos deste site e blog estão me fazendo muito bem. Abraço a todos
3/09/2010 as 10:33 am
Lendo estes Blogs, aumentou meu desejo e força de vontade de abandonar este vicio. Hoje está fazendo 5 dias que não fumo e sigo firme neste proposito. Meu verdadeiro teste será neste fim de semana ( o primeiro desde que parei ). Em apenas 5 dias, ja sinto uma diferença significante na respiração. Fumava em media 15 cigarros por dia, e contabilizando tudo, ja deixei de consumir 75 até agora. Levando em consideração que dava 10 tragadas em cada cigarro, ate agora ja deixei de agredir meus pulmoes 750 vezes. Estou muito feliz com isto, e semana que vem venho postar como foi meu primeiro fim de semana sem cigarro. Um bom Final de semana para todos !!!!
7/09/2010 as 5:49 am
[...] Meu amigo citado no artigo “A Bomba Relógio”, graças a Deus, voltou à luta. Recomeçou a batalha para largar o cigarro, depois de se manter [...]