Um estudo recém-publicado pelo British Medical Journal demonstrou que a mulher que fuma e descobre que está grávida ainda tem chance de minimizar os danos ao feto se parar com o cigarro ainda no começo da gravidez. O estudo comparou a evolução de 2500 mulheres grávidas que foram divididas em três diferentes grupos: as que nunca fumaram, as que pararam de fumar antes da 15ª semana de gestação e as que continuaram fumando. Não houve diferença entre o grupo de mulheres que parou de fumar e aquelas que nunca fumaram quanto às taxas de nascimento prematuro e baixo peso. Porém, aquelas que continuaram a fumar apresentaram taxas três vezes maiores de nascimento prematuro e duas vezes maiores de baixo peso ao nascimento quando comparadas às mulheres que pararam de fumar.
Esses resultados representam um grande incentivo para que as mulheres parem de fumar já ainda no começo da gravidez. Porém, o ideal é impedir que os bebês sejam expostos à fumaça do cigarro desde o momento da concepção, já que a relação entre cigarro e o desenvolvimento dos bebês não se restringe ao tamanho e o peso que eles nascem. Temos evidências inequívocas de que a exposição do feto à fumaça do cigarro está associada a um maior risco de malformações congênitas e ainda é capaz de promover puberdade precoce. Os bebês fora da barriga das mães também sofrem com a fumaça: eles têm um maior risco de síndrome de morte súbita infantil, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, comportamento anti-social e déficit de aprendizagem. Isso sem falar nos problemas respiratórios e infecciosos.
A fumaça de cigarro absorvida por uma mulher grávida é capaz de se ligar a receptores de nicotina no cérebro do feto, e a mulher nem precisa fumar para que isso aconteça, pois o fumo passivo já é suficiente para isso. Por isso, manter os bebês e crianças longe da fumaça é uma tarefa não só para a mãe, como também aos papais e agregados de plantão.
Este texto foi escrito pelo Dr. Ricardo Teiveira, médico e membro de nossa comunidade aqui no “Eu vou parar de fumar” que tem um blog muito interessante onde ele aborda temas médicos e científicos de uma maneira simples e direta. Não deixe de visitar o blog “Consciência no dia-a-dia” . Este post pode também ser visualizado no blog do Ricardo clicando aqui




30/03/2009 as 11:08 am
É óbvio que a mãe fumante transmite ao bebê os malefícios do cigarro. E, mesmo que seja apenas fumante passiva, certamente inalará a fumaça que chegará até o feto. A mulher grávida que continua fumando é irresponsável, pois é impossível que não conheça os riscos a que está expondo o bebê. Quanto às pessoas que fumam ao redor, é lamentável dizer mas, respeito faz parte da educação de cada um e nem todos tem. Parabéns ao Dr. Ricardo Teixeira. Já acessei seu blog e li diversas matérias muito úteis e esclarecedoras.
31/03/2009 as 2:23 pm
Olá Muito importante este texto. Realmente um fumante é capaz de tudo por causa do vicio. Eu fumei nas minhas duas gravidez, claro que diminui, mas como a Solange disse é um ato de irresponsabilidade, mas que foi mais forte que eu na epoca. Hoje me arrependo muito, mas graças a Deus meus filhos nasceram saudáveis, só uma coincidencia, os dois nasceram com adenoide os fazendo roncar muito e respirar pela boca. Sei que não posso voltar atras mas acho que quando fumamos ficamos muito egoistas, e muitas vezes nem nos preocupamos com o mal que o cigarro poderá fazer a outras pessoas. Graças a Deus hoje estou livre desse vicio, espero continuar assim. Um abraço a todos
15/04/2009 as 8:13 pm
Com as informações hoje disponíveis, fumar é um ato pouco inteligente, mas fumar na gravidez é um crime. Os pais deveriam ser responsabilizados criminalmente por todo e qualquer dano ou sequela que a criança venha a ter se for comprovado que foi devido ao fumo dos pais. Um abraço. Drauzio Milagres.