São muitas as descobertas que fazemos quando paramos de fumar. Interessamo-nos por assuntos antes distantes da nossa atenção.

Descobri recentemente que crianças habituadas a praticar esportes tendem a rejeitar o cigarro, enquanto as que nunca fizeram atividade física são mais suscetíveis ao vício.

Não é novidade que exercícios como caminhar, correr, nadar, aeróbica, musculação, ciclismo, na medida certa e com o acompanhamento adequado só trazem benefícios. Mas devemos saber em quais circunstâncias.

PRÁTICA ESPORTIVA ANTES, DURANTE E DEPOIS DO TABAGISMO

Antes de ser um fumante, o indivíduo beneficia-se e muito com a prática esportiva.  Após a prática de exercícios ocorre a liberação das endorfinas, hormônios analgésicos que representam papel significativo entre o tônus vital e a depressão. Delas depende que nos encontremos bem ou mal. Além de aliviarem a dor, elas colocam o organismo inteiro em um estado de relaxamento no qual a energia pode atuar livremente e inclusive curar doenças.  (fonte: http://biodoexercicio.blogspot.com/)

Sendo um fumante, a combinação de cigarro com atividade física expõe o indivíduo a sérios riscos. O cigarro tira as energias. Portanto é opinião extremamente enganosa pensar que o fumante reduz os malefícios causados pelo cigarro se praticar exercícios.

Antes ou depois das práticas esportivas, o fumo traz prejuízos, especialmente à capacidade de aproveitamento da respiração, condição necessária para o bom rendimento das atividades. “Quando você fuma e logo em seguida faz exercício físico, isso é desastroso, pois a sua pressão arterial aumenta. Para quem tem problema de hipertensão pode levar a complicações”, explica a médica pneumologista Elnara Negri, do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

O cigarro é também um fator de risco para doenças coronarianas. Por isto, quem fuma há anos e resolve praticar atividades físicas está exposto ao risco de infarto. “Antes de começar a fazer atividade física, (o fumante) precisa fazer um check-up cardiovascular e pulmonar completo”, recomenda Elnara. Caso os exames mostrem que o paciente está apto, ele pode se exercitar com níveis graduais de esforço, acompanhado de um especialista. (fonte: http://www.dceuninorte.com.br).

Ao parar de fumar é necessário mudar o comportamento, os hábitos e, muitas vezes, no início, até as companhias. Deixar o cigarro é tarefa dura, que exige concentração, determinação, firmeza. Quando tomamos esta decisão nos sentimos fortes; o difícil é quando temos que começar a colocá-la em prática. Ficamos frágeis, sensíveis, emotivos, irritados, carentes, enfim, tudo o que pode haver de decadente em termos emocionais.

Mas tudo é passageiro, durará algumas semanas ou um mês e pouco. Porém, podemos nos ajudar a enfrentar com mais sabedoria essa fase difícil, mudando nossas atitudes. Se após o café da manhã você fumava, agora tome o café, escove os dentes e dê uma volta no quarteirão. Se para falar ao telefone você acendia um cigarro, agora fale ao telefone com uma bolinha de borracha na outra mão e exercite os dedos.

Provavelmente, fumando você não tinha fôlego para fazer exercícios, por menos que eles exigissem do seu físico. Portanto, ao parar de fumar, não comece com exercícios pesados no dia seguinte, pois seu organismo passará pelo processo de desintoxicação gradativamente. Da mesma forma os novos hábitos deverão ser introduzidos na sua rotina. Faça caminhadas leves no início e consulte um médico. Ele avaliará com detalhes o seu estado físico e fará a indicação dos exercícios apropriados, além de programar a evolução de esforços a que seu corpo poderá se submeter.

Talvez você inicie caminhando 500 m e daqui a pouco tempo, quando seu pulmão já estiver respirando melhor, já possa correr 1 km e continuar evoluindo. Mas faça isto com acompanhamento médico sempre. Empenhe-se, pois a atividade física repõe a auto estima, principalmente quando começamos a perceber uma musculatura mais firme, a disposição física aumentada, o sono mais tranquilo, e até mesmo o apetite mais controlado, pois a ansiedade diminui expressivamente com os exercícios. Crie este hábito.

Ao fumarmos são liberados os neurotransmissores da serotonina, que causam asensação de bem estar. Mas é apenas a sensação, pois fisicamente perdemos, a cada tragada, a capacidade pulmonar, a elasticidade da pele, o brilho dos olhos, o clareamento dos dentes, a originalidade do paladar e do olfato, o perfume e, muitas vezes, privamo-nos de companhias e momentos agradáveis quando nos ausentamos, numa roda de amigos, para fumar em outro ambiente.

Ao nos exercitarmos são liberados os neurotransmissores da endorfina, que causam a sensação de bem estar. E não é apenas a sensação, pois fisicamente ganhamos, a cada dia, maior capacidade respiratória, menor risco de doenças, fortalecimento ósseo e muscular, melhora da saúde mental e do humor, firmeza da pele, apetite equilibrado, sono tranquilo, maior disposição, prazer de viver. Sem contar que a vontade de fumar diminui consideravelmente ao adotarmos os exercícios como parte do nosso dia a dia.

Uma sábia decisão é trocar a serotonina liberada pelo hábito de fumar pela endorfina liberada pelo hábito de se exercitar. Façam isto e ficarão surpresos com os benefícios dessa troca.

Um grande abraço a todos, muita perseverança, vigília constante e sucesso na empreitada.

Por Solange Simão, membro da comunidade “Eu vou Parar de Fumar”

Artigos que escreveu para o blog:

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