Quando você decidir que vai parar de fumar, pare!

  • Mas pare de verdade. Sem uma “bicadinha” no cigarro do(a) amigo(a), sem aquele

  • “…ah, hoje eu mereço, pois fiquei muito nervoso(a)” ou,

  • “… só uma tragadinha – meu organismo não aguenta mais um cigarro inteiro”.

TabagismoPODE PARAR POR AÍ.

  • Não há argumento, não há desculpa prá escorregar.

  • Onde está o poder de persuasão sobre a vontade? Nós mandamos nela ou ela manda em nós?

Então, pare de vez e, no final da história, você terá vencido. Senão, não será o final e ainda restarão alguns obstáculos para ultrapassar. Mas não desista. Recomece. Tente novamente e:

  • Quando você suportar aquela fissura louca que surge, principalmente, nas duas primeiras semanas;

  • …E se permitir chorar de tristeza , sem saber exatamente por que;

  • Ou xingar o mundo prá você mesmo, sem magoar quem está ao seu lado;

  • Quando notar que perder a concentração no que estava fazendo é parte do processo;

  • …E aprender a conviver com a raiva infundada que sente às vezes, sem saber de quem e nem do que, tenha calma:

  • Tudo isto se repetirá algumas vezes, mas a cada vez, com menor intensidade.

  • No início, você estará orgulhoso de você. Olhará para os fumantes que encontrar na rua com um certo desdém, se julgando superior e batendo, em pensamento, no peito: “Eu consegui! Não fumo mais!”

  • Cuidado com a segurança excessiva. Não perca a humildade (nem prá você mesmo). Você está se transformando em uma nova pessoa e, prá isto, precisa aprender.

Tabagismo

  • É cedo. Sempre é cedo prá se julgar vitorioso, pois o vício é traiçoeiro. Não diga “nunca vou fumar novamente”. Nunca é muito forte prá ser mantido pelas fraquezas que um ser humano, às vezes, revela.

  • Tenha sim, determinação. Convicção de que pretende não mais fumar. Esteja certo do que quer e pratique isto a cada novo dia. Orgulhe-se da sua vitória de hoje e prepare-se para uma nova luta amanhã.

  • Quando se acostumar a não se reunir com os colegas na área de fumantes da empresa;

  • …E souber apreciar a companhia dos amigos na ala de não fumantes de um bar;

  • Ou conseguir controlar sua vontade, mesmo que alguém fume perto de você;

  • Quando passar a euforia de se sentir como ex-fumante e isto já fizer parte da rotina;

  • …E aceitar que o aplauso dos amigos, pela sua decisão, não será tão frequente, prepare-se:

  • Você estará se distanciando do vício, recondicionando seu comportamento e se adaptando à nova fase.

  • Continue praticando. Lembre-se sempre: “não posso fraquejar”.

  • Se a vontade vier, respire fundo. Tome um copo de água gelada. Distraia-se. Dê uma volta no quarteirão. Coma uma fruta. Concentre-se em um jogo no computador. Leve o cachorro prá passear. Converse com um amigo.

Caminhe com seu cachorro

  • Faça o que quiser, mas NÃO FUME.

  • Não ponha a perder sua vitória até aqui. Pense em tudo o que você aprendeu a controlar; tudo o que você driblou prá chegar onde está. Quantos dias de perseverança! Não os desperdice.

  • Quando sentir que o ar penetra no seu peito até o fim, sem interrupção ou ardor;

  • …E subir uma ladeira sem se sentir exausto(a) ao chegar ao topo;

  • Ou fizer movimentos rápidos sem perder o fôlego;

  • Quando o sabor dos alimentos for apreciado como realmente é;

  • …E, ao olhar para trás, não se identificar com aquele fumante que ficou no passado;

  • Quando perceber, finalmente, todo o mal que o cigarro lhe fazia, parabenize-se.

- Seu corpo lhe dirá (e a consciência endossará): EU O(A) DECLARO …. EX-FUMANTE!!!

  • Todas as sensações são muito instáveis durante essa batalha louca de cada um de nós. Precisamos estar muito preparados para abandonar o cigarro.

  • Parar de fumar não é simples. Não se resume em apenas não ir mais ao bar ou à padaria mais próxima prá comprar a marca de costume. Aliás, é impossível resumir as sensações, as atitudes, os pensamentos e as reações físicas, orgânicas e emocionais que envolvem essa decisão.

  • Muitas vezes vamos perguntar prá nós mesmos se vale a pena se policiar tanto; se é justo, depois de tantos anos sentindo prazer em fumar, se privar do cigarro e se impor tantas regras.

  • Isto nada mais é do que um momento de fraqueza, que também vai se repetir muitas vezes mas que, para a nossa sorte, será alternado pelos momentos de consciência e bem estar por termos abandonado o vício.

Amizades ajudam a tratar o tabagismo

  • Lembramos, então, dos amigos que estão na mesma situação. Pensamos naqueles que já deixaram o vício há anos e concluímos que não queremos apenas admirá-los. Queremos e devemos imitá-los.

  • Todas as sensações (e acho que todos nós já experimentamos as mais diversas desde o dia em que paramos) são naturais. Não são exclusivas de ninguém. Atingem a todos nós que fomos fumantes.

  • Tristeza, depressão, raiva, choro, apetite excessivo, falta de concentração, irritabilidade, agressividade, insônia. Quantos sintomas desagradáveis!

  • Mas não é a falta do cigarro que nos causa isto, pois quando não sofríamos dessa dependência, desconhecíamos essas sensações.

  • Portanto, o cigarro é que as desencadeia. Ele é capaz de nos provocar tudo isto, além de outros males mais graves, que já sabemos.

  • Opte pela alegria, euforia, paciência, riso, satisfação, serenidade, sono tranquilo.

  • Você pode. Mesmo que degrau por degrau, mesmo que em passos lentos, siga em frente. Sem pressa de chegar, se empenhando em reconquistar, dia a dia, aquele ser que habitou em você, com pulmões limpos, pensamentos livres, independente.

  • Faça uma limpeza interna, varra a poeira dos anos, abra as janelas prá que a fumaça se dissipe. Vasculhe seu íntimo, busque. Ressuscite aquele(a) adolescente, aquele(a) jovem que ainda existe. Ele(a) está aí. Estenda-lhe a mão. Use os seus trajes, vista-se de VIDA. Assuma novamente sua verdadeira identidade e festeje esse reencontro.

  • Esse(a) é você, antes de lhe prepararem essa armadilha.

Tabagismo

Escrevi o texto utilizando, em alguns trechos, o pronome de tratamento “você”. Porém, embora escrito por mim, todas as recomendações nele contidas também me servem.

Também sou aprendiz como ex-fumante, enfrento as mesmas dificuldades e vibro com as mesmas vitórias que cada um dos meus amigos de jornada.

Boa sorte e força prá todos nós. Nossa batalha é diária, mas não solitária.

Solange Simão (membro do blog “Eu vou Parar de Fumar”).

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