Governo e entidades não governamentais intensificam a guerra contra o tabagismo.
O tema foi debatido durante audiência pública realizada na Câmara dos Deputados pela Aliança de Controle do Tabagismo (ACT). A entidade lançou na ocasião a Campanha pela Ética da Propaganda: “Diga não à Propaganda de Cigarro!”
A próxima etapa da cruzada contra o fumo será a alteração da Lei 10.167/2000 para proibir a propaganda também nos pontos de venda. Atualmente já é proibida a propaganda de cigarros em rádio e televisão.
De acordo com a coordenadora jurídica da ACT, Clarissa Gonsi, está em fase de elaboração um projeto de lei para banir a propaganda junto balas e chicletes nos pontos de venda. Segundo ela, a idéia é criar o maço genérico, ou seja, uma embalagem que não contenha marca nem apelo comercial para o consumo do produto. “A Inglaterra já está bem adiantada nesta discussão. Enquanto houver qualquer tipo de propaganda, o consumo não poderá ser combatido de forma eficaz”, argumentou a advogada.
Na mesma linha, a advogada Tânia Cavalcante, do Instituto Nacional do Câncer (Inca), defende também o banimento de patrocínios a eventos culturais e esportivos por empresas de cigarros. Segundo a advogada, o cigarro foi responsável pela morte de 100 milhões de pessoas no século 20 e mais de um bilhão de pessoas serão vítimas fatais do tabagismo no século 21. “Que guerra matou mais pessoas do que esta contra a indústria do cigarro?”, questionou Tânia, que comemora a inversão na balança entre fumantes e não-fumantes no Brasil. Atualmente existem 24 milhões de fumantes e 26 milhões de ex-fumantes.(…)
Por Vinícius Tavares no site Olhar Direto - Continue lendo aqui >>> http://bit.ly/aKWtnB
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