Posts Tagged “tabagismo”

Em um determinado momento, tudo se resume ao vício. Sua vida é totalmente dirigida por uma maldita substãncia que você, definitivamente, não precisa para viver! Mas não estou falando exatamente de cigarros…lendo um depoimento de um ex-alcóolatra,  eu fiquei impressionada com a semelhança  entre seu antigo comportamento e dos tabagistas.

Alcoól e tabaco são drogas que tem efeitos e consequências diferentes, obviamente. Mas, é bem claro que o vício, seja ele por que droga for, faz o mesmo com qualquer um: leva a destrição e morte. E todo viciado se comporta da mesma maneira, pois não tem nenhum domínio de sua vontade e sempre age compulsivamente, para alimentar o ciclo do próprio vício.

Deixo com vocês o comovente relato do João S. Magalhães, do blog Reporter Net. Uma lição de vida e superação. Assim, tenho certeza que seu depoimento pode tocar outros mais e ajudá-los a deixar a morte e buscar a VIDA!

SOU ALCOÓLATRA, MAS NÃO BEBO

Alcoolismo

Alcoolismo e tabagismo muitas vezes estão associados

“Estou na casa dos sessenta, bem perto de dobrar o Cabo da Boa Esperança. Por isso, resolvi abrir meu anonimato de uma vez por todas e resumir a minha trajetória no inferno do alcoolismo e como escapei dele.

Acredito que a iniciativa poderá ajudar aqueles que estão na ativa e suas famílias. O álcool, se você não sabe, mata mais que o fumo e infartos.

Por isso, deve ser combatido a todo custo e não incentivado por comerciais, pela guerra das cervejas, que exibe mulheres bonitas tomando umas e outras ou, então, propalando que a bebida desce redondo.

Tudo bem, tem gente que pode beber, pode até tomar um porre, sem problemas. Mas há pessoas, em especial os jovens, que, por propensão, ao tomar uma, podem se tornar alcoólatras. E aí, o bicho pega.

Entrei no inferno do alcoolismo aos 24 anos e saí dele aos 36. Mas ainda sou alcoólatra. Só que não bebo. Dá para entender?

Explico: alcoolismo é uma doença, progressiva e incurável. Isso significa que um alcoólatra como eu, pode ficar sóbrio, há meios para isso.

Mas se tomar de novo o primeiro gole, a vaca vai para o brejo: ou eu morro em pouco tempo - o que é mais provável - ou fico louco.

Feito esse preâmbulo, eis o meu depoimento.

De volta à vida

“Tomei meu último gole na tarde de 6 de abril de 1976, à porta de uma clínica psiquiátrica, no Rio de Janeiro, onde, pouco depois, fui internado pelo Bira, membro de Alcoólicos Anônimos (AA).

O incrível é que eu havia estado em AA um dia antes, sem saber como. E, até hoje, não lembro de como cheguei lá e o que aconteceu. Só sei que, pouco antes de me encontrar com o Bira, na manhã daquele mesmo dia 6, estava, como sempre, desesperado para beber.

Revirei os bolsos da calça e encontrei uns trocados. Assustei-me, pois tinha certeza de estar sem dinheiro. ‘Será que roubei?’ O susto passou rápido. O fundamental, nesses momentos, era que, tendo dinheiro, podia beber.

E bebi. Mas não foi o suficiente. Queria mais. E vasculhei meus bolsos de novo. Achei um pedacinho de papel. Nele estavam o nome e o telefone do Bira, as iniciais AA, e um lembrete: ‘Se precisar de ajuda, nos chame’.

Eu precisava. Para beber. Pois só bebendo pararia de tremer. Só bebendo, poderia respirar aliviado, e, em seguida, beber mais e mais, até me desligar das coisas do mundo.

Foi, então, que telefonei para o Bira. Ele também tinha estado na mesma reunião de AA que eu e após a qual - contaram-me mais tarde - apaguei. O Bira tentou levar-me para casa dele, mas, no meio do caminho, acordei e fugi.

Maravilhas do AA

Fui parar de novo na mesma beira de calçada que vinha freqüentando nos últimos quatro meses. Lá, apaguei de novo. Até o Bira chegar, me acudir, e me convencer de que deveria ir para uma clínica: eu estava inchado, fraco, maltrapilho e maltratado.

Fiquei na clínica mais ou menos um mês. Ao sair, descobri AA e pude verificar as maravilhas que falavam dessa irmandade que, há mais de meio século, se dedica à recuperação de alcoólatras. De lá para cá não bebi mais. Estou sóbrio.

Mas ainda sou alcoólatra. Isso mesmo: sou alcoólatra, pois, como aprendi em AA, alcoolismo é uma doença progressiva, que pode ser detida, mas é incurável.

Basta um gole de qualquer poção que contenha álcool e recomeça todo o processo de dependência psíquica e física pela qual passei, incluindo aí a degradação moral.

Isso não significa que quem tem problemas com o álcool há de, necessariamente, perder o emprego, a família, ser preso, internado e ter alucinações — ver bichos, como aconteceu comigo.

Muitos, atualmente, têm tido a sorte de ser tratados a tempo. Ainda bem, pois chegar no ponto em que cheguei e estar vivo é, simplesmente, um milagre.

Cervejinha de dia, o começo

Comecei a beber lá pelos 23 anos, nos fins de semana. Uma cervejinha, durante o dia. Um uisquinho á noite, para relaxar. Um vinhozinho antes de fazer sexo, que ficava mais gostoso.

Gradualmente, o álcool foi insinuando-se por meu corpo e mente, sempre como aditivo de qualquer coisa que eu pretendesse fazer.

Alcoolizado, eu me sentia o dono do mundo. Em casa, todos viviam em sobressalto: nunca havia dinheiro para as despesas, nem carinho para a mulher e os filhos. Eu me casara como o álcool.

À minha mulher restava apenas lamentar-se e chorar. Eu não dava a mínima. Aliás, as choradeiras dela contribuíam para que eu me aborrecesse e cometesse mais desatinos.

Por essa época, alguns amigos me alertaram: ‘Você está indo longe demais!’. Eu esbravejava: ‘Bebo com meu dinheiro e ninguém tem nada a ver com isso’. Com o tempo, essa sensação de poder, transformou-se em desespero: queria parar, mas não conseguia. ‘Não vou mais gastar meu salário pelos bares’, prometia.

O palhaço, o porco e o leão

E gastava. ‘Não vou mais sair de casa aos domingos à noite e só aparecer na manhã seguinte’, jurava. E não cumpria. Afundava-me cada vez mais no copo e na lama.

Engraçado esse negócio de afundar na lama. É meio batido. Mas tem a ver, pois o alcoólatra que só abandona a bebida quando está perto da morte, passa, invariavelmente, por três fases: a do palhaço, a do leão e a do porco.

Muitas vezes fui agressivo e encostei o cano de um 38 na cabeça de pacatos motoristas de táxi, simplesmente porque eles se recusavam a me levar por apenas dois quarteirões. Era o leão em cena.

Quantas vezes fui motivo de risos: não é gozado ziguezaguear pela rua e bater, de repente, com a cara num poste? Era o palhaço em ação. Pouco antes de conhecer AA eu usava a mesma roupa há meses, não me barbeava e nem tomava banho. Não é coisa de porco?

Em apenas cinco anos, dos 25 aos 30, o álcool me fez passar uma noite de terror num cubículo de manicômio e a humilhação de dormir na rua. Aos 34 anos, o álcool dirigia totalmente a minha vida.

Todo aquele orgulho de ser poeta, letrista premiado em festivais de música, jornalista conhecido — tudo isso terminou jogado nos cantos mais imundos dos botecos das zonas de baixo meretrício.

O que sobrou de mim, aos 36 anos, naquele 6 de abril de 1976, foi um bêbado trôpego, equilibrando-se nas calçadas do bairro da Lapa, no Rio de Janeiro. Sem rumo. Ou melhor: em direção à loucura e à morte.

Jornada para o inferno

Alcoólatra é uma palavra dura. Mas se encaixa justo em quem não resiste a mais um gole, depois de ter tomado o primeiro — início de uma longa jornada para o inferno.

Em AA aprendi que alcoólatra, entre tantas definições, é especialmente aquele que tem a capacidade de absorver grandes quantidades de álcool, sem, no início, ficar bêbado.

Sobre isso há uma historinha contada por Donald M. Lazo, um estudioso de dependência química, em seu livro Alcoolismo:o que você precisa saber.

Ele conta que cinco jovens foram a uma festa e beberam muito. No final, todos saíram cambaleando, menos um. Qual deles seria um alcoólatra em potencial? ‘Esse um’, responde Donald.

AA tem me ensinado bastante sobre alcoolismo. Lá, são ditos alguns slogans que, se praticados, tornam a abstinência ao álcool menos sofrida: ‘Evite o primeiro gole’; ‘Vá devagar, mas vá’; ‘Viva e deixe viver’.

Em AA aprendi a perder o orgulho, a pedir socorro quando necessário, a não estar só. E, principalmente, a não mentir para mim mesmo.

Hoje, alguns amigos, meus filhos, que pensava ter perdido para sempre, reaproximaram-se de mim. Não percebo mais medo nem rancor nos olhos deles. Só mágoa, um sentimento cujo mecanismo funciona mais ou menos como quando a gente se corta: a ferida sara, mas ficam as cicatrizes.

O bom agora é que todos os que convivem comigo e sabem de meu alcoolismo, me animam, vibram com cada dia de sobriedade que conquisto. E isso me dá forças para não voltar ao copo. Foi mesmo um milagre. Ou um lance de sorte, sei lá. Qualquer que seja a causa, parar, em casos iguais ao meu, é muito difícil.

Para ter uma idéia, foram necessários quatro anos de abstinência para que me sentisse em condições de participar de reuniões sociais. E somente depois de cinco anos sóbrio consegui, de novo, meu primeiro trabalho. De qualquer forma, é possível parar.

Basta uma certa disposição, ainda que débil. Algo como: ‘Puxa, eu gostaria de parar de beber, mas de que jeito?’. E mesmo que esse desejo se transforme em dúvida e desemboque num gole, não faz mal. É essa vontadezinha que tece um fio de esperança.”

Fonte: Reporter Net - Sou alcoólatra, mas não bebo

Comments 8 comentários »

No dia 17 de Novembro é comemorado em Portugal o dia do não fumador. Data importante para refletir sobre malefícios do tabagismo, e conscientizar-se dos prejuízos a sua saúde. Tempo de  reavaliar nosso comportamento perante o vício e tomar as rédeas de nossa vida sem o tabaco.

Parar de fumar exige que você entenda como a nicotina atua em seu organismo. Conhecendo a maneira como o corpo vai reagir a falta de cigarros, é mais fácil traçar estratégias para vencer a batalha contra o tabagismo.

COMPORTAMENTO DO FUMADOR:

. Fumadores apresentam os mesmos comportamentos de dependentes de drogas.

. Fumadores persistem no vício a despeito do conhecimento que estão causando grandes malefícios para própria saúde.

. Fumadores desenvolvem tolerância a nicotina, por isso fumam cada vez mais, porque a dose torna-se menos eficaz com o uso.

. Fumadores apresentam sintomas de abstinência como irritabilidade, ansiedade, depressão, inquietação, diminuição da concentração, insônia, etc.

. Fumadores usam cigarro como alívio dos sintomas de abstinência na ausência da nicotina.

O CIGARRO E SEU CORPO:

Uma mãozinha para deixar de fumar

Uma mãozinha para deixar de fumar

Dentre as várias doenças que os fumadores podem desenvolver estão:

. Cérebro
A nicotina inalada no cigarro atinge o cérebro em 8 segundos, onde tem um potencial comparável ao da heroína para viciar. De 30% a 50% dos fumadores desenvolvem algum tipo de dependência e 70% a 90% dos fumadores regulares são viciados.

. Pele
O cigarro diminui o calibre das veias, o que diminui a irrigação sangüínea da pele e diminui a chegada de oxigênio e nutrientes para as células. O resultado é um envelhecimento precoce da pele, com rugas em média 20 anos mais cedo que não fumadores.

. Estômago

A nicotina aumenta a acidez do estômago e, conseqüentemente, as chances de gastrite e úlcera. As úlceras demoram mais para cicatrizar e voltam com mais facilidade nos fumadores. Ah, o tabaco também é fator de risco para o câncer de estômago.

Fotos dos maços de cigarros que circularão no Brasil em 2009:

Tabagismo passivo infantil

Tabagismo infantil passivo

Malefícios do cigarro ao corpo

Malefícios do cigarro ao corpo

Envelhecimento provocado pelo cigarro

Envelhecimento provocado pelo cigarro



Tabagismo e impotência

Tabagismo e impotência



Fumo e Morte

Fumo e Morte


Derrame Cerebral e Cigarro

Derrame Cerebral e Cigarro



COMO VOCÊ PODE PARAR DE FUMAR?

Parar de fumar não é tarefa fácil; requer determinação e força de vontade. Hoje em dia; diversos medicamentos podem auxiliar os fumadores mais pesados (aqueles que fumam mais de 20 cigarros ao dia), proporcionando mais conforto nos primeiros meses sem cigarros, quando as crises de abstinência são mais intensas.

Aqueles que já fizeram várias tentivas não devem desanimar, pois estatisticamente os fumadores que deixaram o vício definitivamente tentaram 4 ou 5 vezes, em média, antes de obterem sucesso. Nunca é tarde para deixar de fumar! Esse pode ser um passo importantíssimo em sua vida.

Você pode também contar com vários artigos aqui no blog que esclarecem sobre frequentes dúvidas sobre tabagismo, e contar com nossa rede de amigos que estão deixando de fumar, e participam com suas dúvidas, fracassos, esclarecimentos e vitórias diárias sobre o tabagismo. Venha; pare de fumar com nossa comunidade e ganhe mais qualidade e saúde em sua vida!

Comments 2 comentários »

Fumar por si só é um hábito bizarro. Você põe fogo na ponta uma embalagem contendo tabaco triturado e sorve a fumaça até seus pulmões. Um hábito estranho, bizarro e inútil. Mas, algumas pessoas que fumam colecionam estranhas manias em relação ao cigarro.

Veja este bizarro fumódromo. Estranho fumar assim, não?

Veja este bizarro fumodromo. Estranho fumar assim, não?

Tenho um amigo que não fuma todos os dias. Ele é um daqueles que fuma por diversão, quando não tem nada para fazer. Eu sempre pergunto qual a motivação que ele tem para fumar se não é viciado em nicotina, e a resposta vem imediata: “Para matar o tempo!”. Assim ele fuma de 1a 3 cigarros por semana, há muitos anos ele faz isso.

Um outro amigo fumou por muitos anos até que parou um belo dia e ficou sem os cigarros por 15 anos. Não é que ele voltou a fumar depois de 15 anos de abstinência, brincando de dar um traguinho aqui e outro ali? Hoje luta novamente para deixar o vício e já tem mais de 1 ano de abstinência.

Agora, ele criou um ritual para não dizer que abandonou o cigarro para sempre. Quando ele completou 1 ano sem fumar, sentou-se confortavelmente em sua sala e fumou um cigarro inteiro. Então, ele fez uma promessa a  si mesmo de fumar mais um cigarro dali a 1ano; no próximo aniversário de 2 anos sem fumar. E assim ele estabeleceu que vai fumar 1 cigarro por ano, o que não prejudicará a sua saúde, como ele diz.

Conheci uma pessoa com um hábito bem estranho.  Ela acordava religiosamente 3 vezes durante a noite para fumar, tamanha era sua escravidão ao vício. Ela fumava mais de 4 maços de cigarros por dia acordada e mais 3 durante a madrugada, digamos “dormindo”.

Chuck Norris lutando contra o tabagismo

Chuck Norris lutando contra o tabagismo

Em minhas andanças pela internet,  encontrei a bizarra estória de uma tartaruga viciada em cigarros, em uma reportagem no  “O Globo”. A tartaruga fumante é o animal de estimação de um chinês. Ele possui o animal há 4 anos. Certa vez, brincando com a tartaruga, colocou um cigarro aceso em sua boca e ela fumou o resto do cigarro.

Desde então, ele divide seus cigarros com o bicho.”Parece que ficou viciado”,afirma. “Todas as vezes que fumo em frente a tartaruga, o animal estica a cabeça para fora da água e fica agitado até que eu dê a ponta do cigarro.” A matéria segue dizendo que o homem prova à equipe de reportagem, que a tartaruga era realmente viciada colocando um cigarro aceso em sua boca. E para a surpresa de todos, a tartaruga fumou o cigarro em menos de 4 minutos.

Bizarros fumantes

Bizarros fumantes

Já presenciei cenas bizarras de fissura por fumar. Sem cigarros, altas horas da madrugada, só restavam as guimbas nos cizeiros espalhados pela casa. Meu amigo não exitou e foi logo cortando as guimbas e retirando o fumo restante de cigarros já queimados. Enrolou em algum papel de caderno e fumou alegremente dizendo que finalmente ele poderia dormir depois daquele cigarro. Já vi pessoas fumarem até Matte Leão na falta de cigarros ou pasmem, orégano!

E você? Conhece algum fato estranho relacionado ao cigarro? Algum comportamento exótico de um fumante ou alguma estória engraçada relacionada ao cigarro? Conte aqui para os leitores do blog se divertirem um pouco e talvez refletirem sobre as coisas tolas que fazemos pelo vício.

Comments 12 comentários »